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“Amarante, de Novo o Centro”: Estudo de regeneração urbana da cidade em fase de conclusão

Equipa de Rio Fernandes com Armindo Abreu
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2010/03/01

Apresentação da Proposta de Candidatura ao Projecto de Regeneração Urbana, “AMARANTE, DE NOVO O CENTRO” | Versão Final (PDF - 2,86 MB)


“Amarante, de Novo o Centro” é a designação do Programa de Acção de Regeneração Urbana do Centro de Amarante – desenvolvido por uma equipa de investigadores do Centro de Estudos de Geografia e Ordenamento do Território (GEGOT), da Universidade do Porto – que vai integrar uma candidatura ao programa comunitário “Parcerias para a Regeneração Urbana”.

A 25 de Fevereiro, decorreu, na Casa da Portela, um encontro de trabalho, a convite do Presidente da Câmara de Amarante, para apresentação e discussão da versão final do estudo, que resultou de um processo de construção partilhado, envolvendo agentes locais, nomeadamente líderes políticos concelhios e dirigentes de instituições que poderão vir a constituir-se como parceiras.

Entre essas instituições estão a Santa Casa da Misericórdia, a Associação Marânus, a Paróquia de S. Gonçalo, a Associação Empresarial de Amarante, a Proviverde e a Associação Norte Cultural. Recorde-se que a primeira versão do estudo foi divulgada a 23 de Julho de 2009.

Segundo Armindo Abreu, o projecto de candidatura teve em conta estudos já elaborados pelo Município, nomeadamente o Plano de Pormenor do Rossio e o Plano de Mobilidade. Construído como projecto urbano, a sua estrutura assenta em quatro eixos de operação: qualificação urbanística; reforço da mobilidade; revitalização económica e valorização cultural. O estudo aponta, designadamente, para a recuperação do Cine-Teatro de Amarante, que deverá acolher uma sala de espectáculos com 400 a 500 lugares; da casa onde nasceu Teixeira de Pascoaes e do edifício da antiga Casa da Câmara; para a construção de duas pontes pedonais a ligar as duas margens do Tâmega; para a qualificação urbanística da zona do Rossio, da Alameda Teixeira de Pascoaes e da zona do Carvalhido.

Nas palavras de Rio Fernandes, coordenador do estudo: “este é um projecto urbano no sentido que há um objectivo, uma ideia para a cidade e uma coerência em torno de um conjunto de iniciativas”, defendeu. Na base da sua concepção estiveram três grandes objectivos, acrescentou: tornar a cidade mais coesa, social e territorialmente, considerando o espaço central como um espaço para todos, de encontro e de diversidade; mais competitiva (atractiva e inovadora) – através de medidas ligadas, designadamente, à dimensão económica e à criação de actividades culturais e criativas – e mais sustentável e acessível a todos, associada à qualidade de vida, bem-estar e saúde, conseguidos, entre outros, através da criação de mais espaços públicos de encontro e mais vida urbana.

Prevê-se que até ao Verão seja aberto o período de candidaturas, preparando-se o Município de Amarante para apresentar a sua que, no caso de aprovada, contará com a comparticipação comunitária de 70 por cento do investimento a fundo perdido. O valor do investimento ascende a 10 milhões de euros.