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T’Amaranto regressa ao palco com “As Mulheres de Atenas”

Momento em que as mulheres declaram fazer "guerra contra a guerra"
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2010/07/26

Assinalando os seus 10 anos de actividade, o Grupo de Teatro Amador de Amarante – T’Amaranto – levou à cena, a 25 de Julho, “As Mulheres de Atenas”, que havia representado pela primeira vez no ano 2000, perante uma plateia que assumiu o seu papel na peça, ao ser dividida por homens de um lado e mulheres do outro.

A casa esteve cheia para a peça de Augusto Boal que abriu, assim, com “chave de ouro”, o Festival de Teatro de Amarante. Até 31 de Julho, passarão pelo palco dos claustros do edifício dos Paços do Concelho, mais quatro companhias de teatro.

A 26 de Julho, foi a vez da companhia Fundo de Cena representar a peça “Aqui há Fantasmas”, uma comédia, escrita por Henrique Santana, que “retrata uma família que pretende vender um palacete de que é proprietária, mas vê-se confrontada com boatos de que a casa está assombrada. Chixas, enredado no meio destas histórias e boatos, é contratado pelo Professor Hermes, que o convence a passar uma noite no palácio, para testar uma experiência científica do maior impacto para a Humanidade, que resulta numa noite de gargalhadas.”

“Vincent Van e Gogh” será levada à cena a 28, pela Peripécia Teatro. A sinopse da peça revela-nos um “espectáculo que oscila entre o drama e a comédia, e com uma narrativa cénica que transporta o espectador para atmosferas de delírio, de inquietude e de desconcerto. É também uma humilde homenagem ao pintor holandês que se tornou no paradigma do “artista maldito” que não vê a sua obra reconhecida. Van Gogh acabou sozinho, doente e, dizem alguns que louco, até se suicidar, aos 37 anos, em Auvers-sur-Oise em França.”

A 30 de Julho, será a vez do Teatro Montemuro encenar a peça “Saloon yé-yé-O Paraíso à espera”. Esta peça passa-se “num lugar inóspito, no meio do nada, onde uma empresa que não é fantasma – um Saloon! – tenta prosperar com a sua actividade de serviço público, mas o ambiente não está de feição e o saloon conhece sucessivos donos que, disputando o poder à boa maneira do oeste selvagem, tentam impor a sua lei, mas nunca por muito tempo: incorrigíveis corruptos, cedo têm o destino que sabem que merecem.”

Dos Claustros passar-se-á ao Largo de S. Gonçalo, a 31 de Julho, para aí ter lugar a peça “Apagão – o fascínio da luz negra”, da companhia Artelier? Teatro de Rua. Trata-se de “um espectáculo de luz negra e teatro visual em cenário natural, onde a interpretação de paisagens e arquitecturas e a sua transformação efémera em fenómenos festivos de participação popular nos transporta para outra dimensão.

Um percurso fascinante, numa performance de exploração das potencialidades técnicas da luz negra, do som e da imagem aliada à força da pirotecnia, realizando um espectáculo cuja poesia visual e plástica nos transporta numa viagem inesquecível ao universo metafórico das artes de rua.”

O T’Amaranto – Festival de Teatro de Amarante é uma iniciativa da Câmara Municipal e teve a sua primeira edição no ano 2000.