Câmara testa meios de socorro na ecopista da Linha do Tâmega
Que resposta darão os meios de socorro a um (hipotético) acidente, envolvendo utentes da ecopista da Linha do Tâmega?
Foi para responder a esta pergunta e testar o Plano Operacional Municipal elaborado para aquela via que o Município de Amarante realizou, recentemente, um simulacro, implicando a Proteção Civil, os Bombeiros Voluntários de Amarante (BVA), o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e a delegação local da Cruz Vermelha Portuguesa (CVP).
O simulacro incidiu sobre três situações distintas: na primeira, um ciclista sofria um acidente, com fratura, à entrada do túnel de Gatão (sentido descendente); na segunda, um sénior (senhora) era acometido de uma indisposição, próximo do final da ecopista (Chapa) e, na terceira, uma jovem era vítima de um atropelamento, numa interseção da ecopista com uma estrada, na freguesia de Gatão.
Em todos os casos, e não obstante o efeito surpresa, verificou-se uma resposta rápida e eficaz dos meios de socorro, não tendo tido as entidades envolvidas qualquer dificuldade em chegar ao local dos “acidentes”. Todavia, concluiu-se pela conveniência de ser melhorada a sinalização dos setores do percurso, por forma a que os utentes da ecopista possam, em caso de necessidade, indicar com exatidão o sítio onde deve ser prestada a assistência.
Para Hélder Ferreira, vereador com o pelouro da Proteção Civil na Câmara de Amarante, o balanço da ação realizada é “claramente positivo” porque, afirmou, “os nossos parceiros da Proteção Civil, concretamente os Bombeiros Voluntários de Amarante, o INEM e a Cruz Vermelha deram uma resposta muito satisfatória às solicitações que lhes colocámos e, nessa perspetiva, cumprimos aquilo que era o nosso objetivo para este simulacro”.
De acordo com o autarca, o simulacro realizado permitiu também “pôr à prova o plano de socorro para a ecopista, verificar da sua atualidade e da pertinência e operacionalidade das medidas que havíamos definido aquando da sua inauguração. E aí, de facto, comprovámos que não há falhas e, por isso, continuará em vigor”.
Hélder Ferreira salienta a necessidade de, em caso de acidente, a sua comunicação ao INEM ser feita com rigor, indicando-se com precisão o setor onde possa ter ocorrido, facto de que depende, alerta, a prestação célere de auxílio.
Amarantinos fazem utilização intensiva da Ecopista
Inaugurada em abril de 2011, a ecopista da Linha do Tâmega é, porventura, o “equipamento” mais utilizado por amarantinos e visitantes, que ali fazem desporto ou manutenção durante todo o dia ou mesmo à noite (o troço entre a estação de Amarante e a de Gatão, de 4,5 quilómetros, é iluminado).
A via, construída no antigo canal da Linha do Tâmega, tem uma extensão de cerca de 10 quilómetros, terminando ligeiramente a montante da estação da Chapa, no limite do concelho com Celorico de Basto.



