António Cândido

António Cândido, nacionalmente conhecido como "Águia do Marão", numa alusão aos seus talentos oratórios, nasceu na freguesia de Candemil em 29 de março de 1850. Era doutorado nas faculdades de Direito e Teologia da Universidade de Coimbra, da qual foi lente catedrático por nomeação de 1881.

Membro do Partido Progressista, foi eleito deputado para as Câmaras de 1880-81, 1884-87 e 1887-89. Em 1891 foi eleito par do reino, tomando assento na respetiva Câmara. Foi ministro, Conselheiro de Estado, Presidente da Câmara dos Pares e Procurador Geral da Coroa, cargo que desempenhava aquando da proclamação da República. Foi também vice-presidente da Academia das Ciências, pertencendo a presidência ao Rei.

De acordo com Albano Sardoeira, investigador amarantino, António Cândido "foi uma verdadeira glória nacional pela formosura do seu espírito e pelo brilho imaculado da sua obra". Em reconhecimento a este filho ilustre, Amarante atribuiu o seu nome a um dos mais emblemáticos locais da cidade e fez aí erigir a sua estátua em bronze, obra da autoria do escultor Henrique Moreira.

É bastante vasta a bibliografia de António Cândido, referindo-se, a título de exemplo e de forma aleatória, alguns dos seus escritos. 

1874 - Discurso do enterro recitado na Igreja dos Congregados da cidade do Porto no dia 3 de abril de 1874.

1875 - Oração Fúnebre que nas exéquias do senhor Duque de Loulé mandadas celebrar pelo centro histórico de Coimbra recitou na Sé Catedral da mesma cidade no dia 13 de julho de 1875.

1878 - Princípios e questões de philosophia política por António Cândido Ribeiro da Costa.

Discurso proferido na câmara dos senhores deputados nas sessões de 17 e 18 de fevereiro de 1880 por António Cândido Ribeiro da Costa, deputado pelo circulo de Amarante.

1884 - Relações da política com a indústria - Conferência feita pelo Dr. António Cândido Ribeiro da Costa na Exposição Districtal de Coimbra na noite de 1 de março de 1884.

1890 - Discursos e conferência por António Cândido.