Doce fálico e figos secos

O doce fálico, presença habitual nas romarias de Amarante, está associado ao culto pagão a S. Gonçalo. Ao santo são atribuídos dotes de casamenteiro, sobretudo das "velhas", pelo que o doce fálico constitui um ícone facilmente associável a preces e rituais das solteironas para conseguirem um noivo.

O culto a São Gonçalo materializa ainda, na atualidade, crenças e rituais relacionados com a fertilidade, que remontarão à época Romana ou mesmo às sociedades Pré e Proto-históricas. São disso exemplo o doce fálico e a bênção e dádiva dos figos secos, que ocorre todos os anos a 10 de janeiro, ou no domingo seguinte, no final das celebrações religiosas em honra ao Santo, onde se agradece e apela a um “novo ano fecundo e favorável”.

Atualmente este doce é confecionado em algumas pastelarias da cidade, cujas receitas diferem de estabelecimento para estabelecimento, tendo apenas em comum alguns ingredientes e a forma.