Centenário de Agustina Bessa-Luís

Nesta página poderá consultar todas as atividades promovidas pelo Município de Amarante no âmbito das comemorações do Centenário de Agustina Bessa-Luís.

Amarante assinala centenário de Agustina Bessa-Luís com três exposições

 

No dia em que Agustina Bessa-Luís completaria 100 anos, 15 de outubro, o Município de Amarante – terra natal da escritora – inaugura três exposições: “Feminino, uma história ficcionada” e “a super-menina: espassos, letras e livros”, no Museu Municipal Amadeo de Souza-Cardoso; e “O rosto do pensamento” na Biblioteca Albano Sardoeiro – Polo de Vila Meã.  

 “Feminino, uma história ficcionada” tem por base as palavras de Agustina Bessa-Luís no livro “Dicionário Imperfeito” onde se lê: “A mulher é uma criadora por natureza. A mulher é.”.

“Viajar no universo de Agustina é sentir a mulher, nas suas coerências e incoerências, como se, à flor da pele, nos olhássemos ao espelho. Não são conceitos de feminismo, são estados de alma do Humano nos quais, nas suas diferenças, nos vamos revendo. Nesta exposição pretende-se uma reação interpelativa, que cada um sinta e descubra”, explica Rosário Machado, diretora do Departamento de Cultura de Amarante.

“Feminino, uma história ficcionada” compila alguns modelos de representação da mulher, e respetiva expressão criativa, presentes na coleção do MMASC. Obras dos amarantinos Amadeo de Souza-Cardoso, António Carneiro, Acácio Lino, Teixeira de Pascoaes, Manuel Monterroso e Eduardo Teixeira Pinto, mas também outras que se relacionam diretamente com as palavras de Agustina como, por exemplo, Júlio Pomar, Sara Afonso, Barata Feyo, Lagoa Henriques, Clara Menéres, Paula Rego e Vieira da Silva. Sobre Paula Rego e Vieira da Silva, Agustina Bessa-Luís escreveu os livros “As Meninas” e “Longos dias têm cem anos”, respetivamente. Em “Feminino, uma história ficcionada” estará ainda exposto, pela primeira vez, um desenho de Maria Antónia Siza Vieira.

Para visitar até 28 de maio de 2023.

 Criação de Os Espacialistas, com palavras de Gonçalo M. Tavares, a exposição “a super-menina: espassos, letras e livros”, é dedicada à super-menina que foi a Agustina Bessa-Luís. Nesta mostra, Os Espacialistas – projeto laboratorial de investigação teórica e prática das ligações entre Arte, Arquitectura e Educação – transformam o claustro do Convento de São Gonçalo no corpo de uma criança e no seu espaço de recreio. Cada uma das alas é uma página de caderneta escrita por uma narrativa fotográfica espacialista e um conjunto de 100 palavras espacializadas de Gonçalo M. Tavares. Um espaço superpovoado de imagens e objetos à semelhança dos manuscritos da escritora.

As montagens artísticas de paredes, tecto e chão de natureza objectual, as imagens Espacialistas produzidas a partir de Es/passos, letras de diferentes tamanhos, tipos e materiais, livros e muitos outros objetos provenientes do kit Espacialista e de práticas agrícolas tradicionais são reverberações memoriais e imaginárias de Agustina.

Todas as instalações são diálogos entre os jogos tradicionais infantis, os conflitos sociais e familiares e as atividades humanas agrícolas e animais (perversas) presentes nos livros e nas memórias de Agustina Bessa-Luís.

Para visitar até 12 de fevereiro de 2023.

 Na Biblioteca Albano Sardoeiro – Polo De Vila Meã, Agostinho Santos expõe “O rosto do pensamento”, com curadoria de Aida Guerra, um conjunto de 18 desenhos inéditos sobre o universo e personagens agustinianas através dos quais o artista evoca e homenageia Agustina Bessa-Luís. “Estes desenhos simples, pretendem apenas abraçar ou simplesmente dar um beijo a uma importante figura da cultura nacional, que está agradavelmente ligada aos meus primeiros tempos profissionais, quer como jornalista, quer como artista plástico. Agustina está entre nós e ‘O rosto do pensamento’ é uma espécie de avivar a memória e homenagear um dos grandes vultos da nossa cultura”, explica Agostinho Santos.

Para visitar até 24 de janeiro de 2023.

 Três exposições integradas na programação das comemorações do centenário de Agustina Bessa-Luís que pode consultar em agustina.pt.

Recorde-se que, ainda no âmbito do 100.º aniversário da escritora natural de Vila Meã, realiza-se, dia 15, às 22h00, o concerto da Orquestra do Norte com direção de Martim Sousa Tavares, no Cineteatro Raimundo Magalhães; e o SAB’Arte convida crianças, dos seis aos 12 anos, para "Brincar com o mundo das letras… de Agustina Bessa-Luís", a partir da leitura de um excerto do livro “Dentes de Rato”, publicado em 1987, na Biblioteca Municipal Albano Sardoeira em Amarante e no Pólo de Vila Meã, entre as 10h00 e as 11h30. No dia 16, a Filandorra – Teatro do Nordeste estreia “Memória de Giz”, que tem por base o livro infanto-juvenil de Agustina Bessa-Luís (1983), às 17h00, no Cineteatro Raimundo Magalhães.

SAB'Arte partilha obra de Agustina Bessa-Luís e Teixeira de Pascoaes com as crianças no Museu Municipal Amadeo de Souza-Cardoso

O SAB'Arte, iniciativa do Projeto Educativo do Departamento de Cultura do Município de Amarante, propõe, de outubro a dezembro, três atividades culturais para crianças e famílias no Museu Municipal Amadeo de Souza-Cardoso.

No dia em que Agustina Bessa-Luís faria 100 anos, a 15 de outubro, o SAB’Arte convida crianças, dos seis aos 12 anos, para "Brincar com o mundo das letras… de Agustina Bessa-Luís". A partir da leitura de um excerto do livro “Dentes de Rato”, publicado em 1987, os participantes vão deixar-se inspirar pela história de Lourença para construir um porta-lápis. Esta iniciativa decorrerá das 10h00 às 11h30, na Biblioteca Municipal Albano Sardoeira em Amarante e no Pólo de Vila Meã, em simultâneo.

A 19 de novembro, a comunidade em geral é convidada a conhecer os movimentos artísticos do Modernismo e algumas das suas características. Em “Salpica com t(p)inta” será ainda partilhada informação sobre uma técnica inovadora de pintura sobre tela, implementada pelo artista José Dinis em tese de Mestrado.

O último SAB’Arte de 2022 acontece no dia 17 de dezembro. As crianças são convidadas a visitar a casa onde nasceu Teixeira de Pascoaes e, no regresso ao MMASC, vão conhecer a exposição “MUSE” que apresenta obras de diferentes artistas plásticos, criadas a partir de poemas do poeta amarantino.

As atividades do SAB'Arte são de acesso gratuito, mas inscrição obrigatória no site do MMASC (www.amadeosouza-cardoso.pt/).

Concerto da Orquestra do Norte, dirigida por Martim Sousa Tavares, assinala o centenário do nascimento de Agustina Bessa-Luís em Vila Meã

A Orquestra do Norte, dirigida pelo maestro Martim Sousa Tavares, apresenta "Centenário do nascimento de Agustina Bessa-Luís” no Cineteatro Raimundo Magalhães, em Vila Meã, dia 15 de outubro, às 22h00. 

Do repertório fazem parte: a obra do compositor alemão Christoph Willibald Gluck (1714-1787) – Abertura "Alceste", Wq. 44; e a Sinfonia Nº. 2 em Dó Maior, Op. 61 de Robert Schumann (1810-1856) – I. Sostenuto assai – Allegro, ma non troppo, II. Scherzo: Allegro vivace, III. Adagio espressivo, IV. Allegro molto vivace.

Formado em Ciências Musicais e Direção de Orquestra em Lisboa, Milão e Chicago, Martim Sousa Tavares fundou, em 2014, a Orchestra di Maggio em Brescia. Em 2019 criou a Orquestra Sem Fronteiras, com sede em Idanha-a-Nova, que foi galardoada com o Prémio Carlos Magno para a Juventude do Parlamento Europeu e o Prémio de Música da Mirpuri Foundation em 2022.

Em janeiro do próximo ano vai estrear “Uma Outra Bela Adormecida”, a partir do conto de Agustina Bessa-Luís, uma coprodução do Teatro Nacional de São João, Lu.Ca - Teatro Luís de Camões, Cineteatro Louletano e Centro Cultural Raiano. E será maestro titular da Orquestra Clássica do Sul.

Paralelamente à atividade de maestro, Martim Sousa Tavares é, desde 2019, uma voz presente na Rádio Observador, na Antena 2 e na RTP Palco. Enquanto autor assinou a ópera infantil “O Anel do Unicórnio”, estreada em 2021 e em circulação entre vários teatros portugueses.

 No dia 15, a entrada no Cineteatro Raimundo Magalhães é livre, feita por ordem de chegada, e limitada à lotação do espaço.

“Memória de Giz” de Agustina Bessa-Luís, encenado pela Filandorra, estreia em Vila Meã para a comunidade e as escolas

A peça teatral “Memória de Giz” da Filandorra – Teatro do Nordeste, que tem por base o livro infanto-juvenil de Agustina Bessa-Luís (1983), estreia dia 16 de outubro, às 17h00, no Cineteatro Raimundo Magalhães, em Vila Meã – terra natal da escritora. Com encenação de José Caldas e direção artística de David Carvalho, “Memória de Giz” leva a palco uma história para todas as idades, de “um rapaz tão atrevido e mandrião cuja mãe não parava de lamentar-se pelos desgostos que ele lhe dava. Faltava à escola sempre que podia, e usava uma fisga para matar pardais; também com ela atirava pedradas à égua do Regedor...". Assim escreveu Agustina Bessa-Luís: "Há quem pense que os meninos gostam de histórias disparatadas. Não é bem assim. Histórias maravilhosas nunca são disparatadas."

“Memória de Giz” é uma peça para a família, que estreia no âmbito do protocolo da Filandorra – Teatro do Nordeste com a Câmara de Amarante. O acesso é gratuito e a entrada feita por ordem de chegada.

Depois da estreia ao público em geral, esta peça será apresentada aos quase 400 alunos do 1.º ciclo do Agrupamento de Escolas Amadeo de Souza-Cardoso, em Amarante, dias 17 e 18 de outubro, às 10h30 e às 14h00.