Universidade Sénior leva Janeiras para combater o isolamento dos idosos
Arrancou esta terça-feira, 20 de janeiro, mais uma edição das Janeiras com as Tunas da Universidade Sénior – polos de Amarante e de Vila Meã, uma iniciativa que volta a levar música, tradição e proximidade aos idosos mais isolados do concelho. Ao longo de três dias, os alunos da USA percorrem vários locais, cantando à moda antiga, num gesto simples que valoriza a memória coletiva e aquece o coração de quem tanto já contribuiu para a sociedade.
Devido às condições meteorológicas adversas, a primeira atuação, com a Tuna da Universidade Sénior do polo de Vila Meã, inicialmente prevista para o tradicional formato porta a porta, realizou-se na Associação Humanitária de Santiago, na União das Freguesias de Figueiró (Santiago e Santa Cristina). A adaptação garantiu a segurança de todos, sem comprometer o objetivo central da ação – combater o isolamento e promover momentos de alegria.
Na quinta-feira, 22 de janeiro, será a vez da Tuna do polo de Amarante levar as Janeiras a Covelo do Monte e ao Centro Interpretativo do Mel, em Aboadela. A iniciativa termina na sexta-feira, 30 de janeiro, novamente com a Tuna de Amarante, que cantará na Aldeia Velha, na União das Freguesias de Bustelo, Carneiro e Carvalho de Rei, sendo o formato definido em função das condições climatéricas.
Integrada no Projeto Aproximidade, promovido pelo Município, e no Programa Apoio 65 – Idoso em Segurança, da Guarda Nacional Republicana, esta ação tem como objetivo combater o isolamento e promover o bem-estar dos idosos, proporcionando-lhes momentos de interação social e alegria. Desde a primeira edição, em 2022, as Janeiras da Universidade Sénior têm sido recebidas com entusiasmo, levando a que a tradição se repita ano após ano.
Sobre esta iniciativa, a vice-presidente da Câmara Municipal, Eugénia Teixeira, sublinhou a importância social do projeto e a necessidade de o manter, apesar das condições climatéricas adversas, “Não deixámos que o mau tempo travasse aquilo que é essencial: a presença junto dos nossos idosos. Adaptar o formato é um sinal de responsabilidade, mas também de compromisso com uma iniciativa que cria laços, combate a solidão e reforça o sentimento de pertença à comunidade.”
A autarca destacou ainda o valor simbólico e humano da tradição “Este é um exemplo claro de como a cultura pode ser uma poderosa ferramenta de inclusão. Não se trata apenas de cantar as janeiras, mas de criar laços e de ir ao encontro de quem muitas vezes passa dias sem visitas. Apesar da mudança de planos, a surpresa e a felicidade com que os idosos recebem a tuna mostra-nos que estamos no caminho certo. Combater o isolamento e a solidão, incentivar o envelhecimento ativo e proporcionar experiências culturais, sociais e educacionais é também a missão da Universidade Sénior, e este projeto traduz isso de forma exemplar.”