Home » Serviços » Desenvolvimento e Coesão Social » Evento imersivo “Desconstruir o Autismo”
O Município de Amarante promove, no dia 16 de abril de 2026, pelas 9h00, no Amarante Cine-Teatro, o evento imersivo “Desconstruir o Autismo”. Integrada no Abril Azul – mês internacional de consciencialização para o autismo – esta iniciativa visa promover a reflexão, a partilha de experiências e o reforço de práticas inclusivas no âmbito do espetro do autismo.
Organizado em parceria com a Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa e o ISCTE – CIES, o evento reúne um conjunto diversificado de oradores e propõe um formato participativo, centrado no diálogo entre especialistas, profissionais e comunidade. Através de painéis temáticos e TED Talks, pretende-se potenciar a inovação social enquanto resposta transformadora e inclusiva.
A participação é gratuita, mas sujeita a inscrição obrigatória, aqui.
08h10 | Check-in
09h10 | Mini palestra por Pedro Chagas Freitas
09h30 | Painel Abertura – Caminhos e Políticas de Inclusão
Moderador: Pedro Chagas Freitas
Jorge Ricardo | Presidente da Câmara Municipal de Amarante
Nuno Fonseca | Presidente do Conselho Intermunicipal da Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa
Sara Gésero Neto | Secretária Executiva do Mecanismo Nacional de Monitorização da Implementação da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência
Filipe Almeida | Presidente Portugal Inovação Social
10h10 | TED TALK – Eu e o Autismo
Eduardo Pizarro | Presidente da Federação Portuguesa do Autismo
10h40 | PAINEL I – Autismo sem filtros
Moderador: Pedro Chagas Freitas
Ana Nogueira | Presidente da Associação Inovar Autismo
Edite Tomás | Pediatra, diretora do Serviço de Pediatria da ULSTS
Miguel Castelo Branco | Neurologista, docente da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra e coordenador científico do Centro de Imagem Biomédica e Investigação Translacional (CIBIT) do Instituto de Ciências Nucleares Aplicadas à Saúde (ICNAS) da Universidade de Coimbra
Inês Ribeiro | Psicóloga Clínica e da Saúde na Associação Inovar Autismo
Isabel Carvalho | Mãe de um Jovem com Espetro
11h30 | Pausa para café
12h00 | PAINEL II – Entre espaços, luzes, sons e emoções
Moderador: Pedro Chagas Freitas
Dora Palma | Diretora de Sustentabilidade do festival MEO Kalorama
Lia Ferreira | Investigadora do DINÂMIA’ CET do ISCTE-IUL / Colaboradora do Núcleo de Estudos da Deficiência do ISCTE-IUL
Ronaldo Luís | Associação Faisão BJJ – Projeto Jiu-Jitsu para Todos
13h00 | Almoço livre
15h00 | TED TALK – TEDx Porto [IN]visível
Norberto Amaral | Organizador, Curador & Anfitrião TEDx Porto
15h30 | PAINEL III – Quebrar barreiras invisíveis
Moderador: Norberto Amaral
Sara Martins | Direção de Cidadania Empresarial CUF – Programa CUF Inspira
Filomena Pereira | Consultora UNICEF / Ex Diretora de Serviços da DGE
Diogo Maurício | Ilustrador/Designer da Associação Inovar Autismo / Artista responsável pela Identidade Visual do evento
Mário Rodrigues | Presidente da APPDA Vila Real
Jamil Heneni | CEO Magicshot – Gaming, Cultura Pop e Tecnologia
16h15 | UNICEF – Cidade Amiga das Crianças
Eugénia Teixeira | Vice-Presidente do Município de Amarante
Cristina Carita | Coordenadora do Programa Cidade Amiga das Crianças da UNICEF
16h30 | TED TALK – Resumo dos Principais momentos | Same Day Edit
José Miguel Nogueira | Sociólogo, docente no ISCTE – CIES. Investigador e consultor sénior em políticas públicas inclusivas, respostas sociais inovadoras e avaliação da qualidade de vida e do impacto social de projetos no âmbito da deficiência, inclusão e direitos humanos.
Pedro Chagas Freitas
Escritor, jornalista, formador de escrita criativa e orador, nasceu em Guimarães (1979). Autor de quase 40 livros, é um dos escritores portugueses mais lidos, com mais de um milhão de exemplares vendidos em países como Itália, Brasil e México. Vencedor da Bolsa Jovens Criadores (2006), fundou o Campeonato Nacional de Escrita Criativa. Paralelamente, é palestrante e autor da stand-up tragedy “Sim, Eu Empurro Portas que Dizem Puxe”. Criou os jogos “A Fábrica da Escrita” e “Supergénio”. Entre as suas obras destacam-se Prometo Falhar e A Raridade das Coisas Banais.
António Jorge Vieira Ricardo
Presidente da Câmara Municipal de Amarante, Jorge Ricardo é natural de Vila Caiz, Amarante, onde nasceu em 1972. Licenciado em Contabilidade e Administração de Empresas pelo Instituto Superior de Contabilidade e Administração do Porto, é gestor e fundador de uma empresa dedicada à gestão, contabilidade, assessoria fiscal e seguros.
Nuno Fonseca
Presidente da Câmara Municipal de Felgueiras. Presidente do Conselho Intermunicipal da Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa.
Sara Gésero Neto
Socióloga e Secretária Executiva do Mecanismo Nacional de Monitorização da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (Me-CDPD). Tem uma trajetóriaconsolidada na área dos direitos humanos, com coordenação de projetos nacionais e europeus e produção de relatórios e pareceres de referência. O seu trabalho incide na prevenção da violênc contra pessoas com deficiência, na promoção da participação cívica e no acesso à justiça. É também formadora e oradora em diversos contextos institucionais.
Filipe Almeida
Presidente do Portugal Inovação Social e figura ativa na promoção da inovação e empreendedorismo em Portugal. É também organizador e curador do TEDxPorto, onde participa na seleção de oradores e dinamização do evento. Com experiência em consultoria de comunicação e eventos, é orador frequente em temas como criatividade, inovação e impacto social.
Eduardo Pizarro
Presidente da Federação Portuguesa de Autismo, é militar e ativista pelos direitos das pessoas autistas e neurodivergentes. Pai de um jovem autista, tem um percurso marcado pela promoção da inclusão e participação plena na sociedade. Integra várias entidades nacionais e internacionais, como a Autism-Europe e o conselho consultivo do Me-CDPD. É orador em workshops, seminários e congressos sobre inclusão, deficiência e direitos humanos.
Ana Nogueira
Presidente da Associação Inovar Autismo desde 2016. Licenciada em Arquitetura Paisagista e com pós-graduações em design urbano e intervenção no autismo, dedica-se à promoção da inclusão e acessibilidade no espaço público. Tem experiência em projetos de arquitetura paisagista e colaboração com autarquias e instituições. Coordena projetos nacionais e internacionais na área da deficiência e direitos humanos, sendo também delegada ao Autism Europe.s.
Edite Tomás
Pediatra e Diretora do Serviço de Pediatria e Neonatologia da ULSTS desde 2016. Licenciada pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, é especialista em Pediatria desde 1994 e Assistente Graduada Sénior desde 2019. Possui também formação em cuidados paliativos pediátricos. Conta com uma longa carreira hospitalar dedicada à saúde infantil.
Miguel Castelo Branco
Médico, neurocientista e professor catedrático da Universidade de Coimbra. Coordenador científico do CIBIT/ICNAS, desenvolve investigação em neurodesenvolvimento e autismo. Doutorado com trabalho no Instituto Max Planck, foi professor em Maastricht e mantém colaboração internacional. Vencedor do Grande Prémio Bial (2009) e do Prémio Bial de Medicina Clínica (2022), é distinguido com várias outras prémios científicos e condecorações.
Inês Ribeiro
Psicóloga Clínica e da Saúde, mestre pela Universidade Católica Portuguesa. Integra a Associação Inovar Autismo, onde coordena equipas de projetos. Tem experiência como psicóloga e formadora, intervindo em diferentes contextos e ao longo do ciclo de vida, com foco na promoção do bem-estar psicológico.
Isabel Carvalho
Mãe de um jovem com perturbação do espetro do autismo e uma condição genética rara (MRD21). O seu percurso é marcado pela dedicação à vida familiar, conciliando desafios diários com o cuidado e bem-estar do filho. Representa a experiência real de muitas famílias, marcada por resiliência, adaptação e compromisso com a inclusão.
Dora Palma
Diretora de Sustentabilidade do festival MEO Kalorama, com mais de 20 anos de experiência em gestão de impacto em grandes eventos internacionais como Rock in Rio e Lollapalooza. Engenheira do Ambiente, liderou durante 15 anos a sustentabilidade da Rock World, implementando normas e estratégias globais. Fundadora da Rock the Talk, promove soluções práticas e acessíveis na área da sustentabilidade.
Lia Ferreira
Arquitecta e investigadora no ISCTE, especializada em acessibilidade universal e direito à cidade. Desenvolve trabalho na interseção entre arquitetura, políticas públicas e direitos humanos. Integra o centro DINÂMIA’CET e colabora com o Núcleo de Estudos da Deficiência. Com mais de 20 anos de experiência, já exerceu funções em estruturas públicas e é atualmente deputada à Assembleia da República.
Ronaldo Luís
Instrutor de Jiu-Jitsu e promotor de projetos educativos e inclusivos através do desporto. Trabalha com crianças e jovens, incluindo pessoas com autismo, utilizando a prática desportiva como ferramenta de desenvolvimento psicomotor, regulação emocional e competências sociais. Colabora com famílias e instituições para criar ambientes seguros e inclusivos.
Norberto Amaral
Organizador, curador e anfitrião do TEDxPorto. Atua na área da comunicação, eventos e inovação, sendo também orador em temas como criatividade, empreendedorismo e partilha de conhecimento. É conhecido pela sua energia e envolvimento na dinamização de comunidades e ideias.
Sara Martins
Integra a Direção de Cidadania Empresarial da CUF, onde contribui para o desenvolvimento do programa CUF Inspira, focado na promoção de impacto social e responsabilidade corporativa.
Filomena Pereira
Especialista em educação inclusiva, é consultora da UNICEF e ex-diretora de serviços da Direção-Geral da Educação. Doutorada e docente no ensino superior, tem vasta experiência em políticas educativas, formação de professores e desenvolvimento curricular. Participa em projetos internacionais e é autora de várias publicações na área da inclusão.
Diogo Maurício
Designer e ilustrador, formado em Design de Animação e Multimédia. O seu trabalho cruza influências da banda desenhada e do cinema de animação. Foi selecionado para o festival CINANIMA com a curta “Ein”. Desenvolve projetos visuais diversos e é responsável pela identidade gráfica do evento.
Mário Rodrigues
Presidente da APPDA Vila Real, com intervenção na promoção de respostas e apoio a pessoas com autismo e suas famílias, contribuindo para a inclusão e desenvolvimento de serviços especializados.
Jamil Heneni
Empreendedor e fundador da MagicShot, projeto dedicado ao gaming, tecnologia e inovação. Desenvolve experiências e eventos em colaboração com marcas e instituições. Explora o potencial dos videojogos como ferramentas de aprendizagem, motivação e inclusão, promovendo ambientes mais acessíveis e participativos.
Eugénia Teixeira
Vice-Presidente da Câmara Municipal de Amarante. Terapeuta da Fala, possui formação especializada em intervenção precoce, apoio a famílias e perturbações do espetro do autismo, com certificações em modelos como DIR, TEACCH, PECS, ADOS-2 e Incredible Years. A sua prática centra-se na avaliação e intervenção em bebés e famílias, perturbações da comunicação e linguagem, alterações dos sons da fala e dificuldades alimentares, aliando experiência clínica à promoção de respostas inclusivas na comunidade.
Cristina Carita
Licenciada e pós-graduada em Antropologia pelo ISCTE, com formação em governação integrada e inovação educacional inclusiva. Iniciou o percurso em investigação social, tendo posteriormente desenvolvido carreira na gestão de projetos de market research e formação profissional. Conta com cerca de 10 anos de experiência na coordenação de projetos e redes colaborativas nas áreas da empregabilidade e responsabilidade social, envolvendo instituições de ensino superior, jovens e pessoas desempregadas. Atualmente, é coordenadora do Programa Cidades Amigas das Crianças, do Comité Português da UNICEF, promovendo políticas locais centradas nos direitos e bem-estar das crianças.
José Miguel Nogueira
Sociólogo, docente no ISCTE e investigador em políticas públicas inclusivas. Doutorado em Políticas Públicas, trabalha na avaliação do impacto social e qualidade de vida em projetos ligados à deficiência e inclusão. Participa em projetos internacionais (OCDE, UE, ONU) e é autor de diversas publicações científicas. Foi Chefe de Gabinete da Secretária de Estado da Inclusão.
O projeto Casa Adaptada para Pessoas e Família que experienciem na primeira pessoa, ou lidem diretamente com o diagnóstico de Perturbação do Espetro do Autismo (PEA), surgiu da parceria entre o MarShopping Matosinhos, IKEA e o O2a Centro de Terapia e Desenvolvimento, LDA, com vista a colmatar as necessidades habitacionais especificas associadas a PEA e promover o bem-estar e qualidade de vida das famílias.
Tem como objetivo a representação e construção de um projeto para casa-modelo de espaço habitacional que responda às necessidades familiares e individuais de crianças e jovens com diagnóstico neurodesenvolvimental e clínico de PEA e/ou comorbilidades associadas. Esta construção seria passível de comercialização em território nacional e, desta forma, contribuir para um melhor e maior acesso a respostas especificas ao nível dos materiais, equipamentos e construções adaptadas relacionadas com as necessidades na habitação e estruturas físicas.
Tipos de adaptações necessárias (Alabdullah & El-Wakeel, 2021; Corbett et al., 2019; DesignCurial, 2018; Hawkins et al., 2008; National Autism Implementation Team, 2021; National Institute For Health And Care Excellence, 2020a,2020b;To,2020)
De uma forma mais específica, no que se refere à necessidade de resposta verificada para população com PEA e respetivos familiares, e possível indicar que crianças com este diagnóstico clínico, apresentam, segundo um estudo de Roley et al. (2015), dificuldades ao nível da imitação práxica, funções ao nível das funções vestibulares bilaterais, perceção somatossensorial e reatividade sensorial. Áreas como a imitação práxica e reatividade sensorial são reconhecidos como sendo um problema importante em contexto habitacional e escolar. Por conseguinte, a participação social em contexto habitacional é igualmente comprometida pela componente da praxis visual e, ainda em última análise, pelas funções vestibulares bilaterais. A somatopraxis (práxis associada às componentes táteis e propriocetivas principalmente) encontra-se, segundo bibliografia, tao comprometida como a reatividade sensorial, sendo ao nível da participação social sugerida uma maior influência da somatopraxis, áreas, então, de especial atenção na resposta à necessidade específica. Por outro lado, e, segundo bibliografia, revelado que áreas como a perceção visual e construção visual áreas de potencialidade, sendo igualmente então pertinente esta análise ao nível da funcionalidade e bem-estar (Roley et al., 2015).
À luz da literatura, a somatopraxis (praxis associada sobretudo às componentes táteis e propriocetivas), encontra-se tão comprometida quanto a reatividade sensorial, e tem uma forte influência na participação social. Neste sentido, são áreas que carecem de especial atenção na resposta às necessidades específicas. A literatura indica também que, áreas como a perceção visual e construção visual potenciam a funcionalidade e bem-estar, motivo pelo qual e pertinente serem analisadas (Roley et al., 2015).
Ao nível dos requisitos sonoros, para um ambiente físico interior adaptado para população com PEA, um estudo de especialidade indica que se verifica a necessidade (a propósito do tipo de processamento da informação auditiva) de utilização de mobiliário construído com material absorvente de som, tendo em conta as características individuais quanto à preferência sonora numa primeira instância. De igual modo, será necessário estimar as modalidades de posicionamento e localização espacial dos objetos e materiais, tendo em conta o tamanho do espaço para a construção) (Bettarello et al., 2021).
De igual modo, salientando-se a necessidade de adaptação do ambiente físico, um outro estudo reforça que a modificação ambiental no contexto habitacional poderá trazer benefícios e diminuir as dificuldades sentidas a nível físico, social e psicológico, auxiliando, então, na qualidade de vida de crianças/jovens com este diagnóstico, bem como das suas famílias. Desta forma, a atenção ao aumento das dimensões dos espaços, comparativamente com o normal, a segurança e vigilância, preferências sensoriais, durabilidade e funcionalidade para suportar os cuidados diários e rotina diária, são igualmente fatores a valorizar (Nagib & Williams, 2016).
Especificamente para população com PEA, encontram-se listados três fatores essenciais na construção de habitações para crianças com este diagnóstico, nomeadamente: a qualidade dos estímulos sensoriais, a previsibilidade e a inteligibilidade (Tola et al., 2021).
No que concerne aos cuidados a ter e requisitos na construção dos espaços, e referida na bibliografia, e como forma a responder maioritariamente a casos com dificuldades acentuadas em vários domínios e com maior necessidade de adaptação, a necessidade de melhorar a qualidade associada ao ambiente físico, salientando-se de forma especifica as seguintes necessidades:
1. Como suprarreferido, na redução do impacto dos estímulos sensoriais, especialmente os acústicos, provenientes do mesmo. Um ambiente de baixo arousal (poucos estímulos/de baixa intensidade) que permita minimizar estímulos e detalhes (especialmente a nível visual, auditivo e olfativo); espaços de transição que permitam evitar a sobrecarga sensorial, bem como suportar o processamento e integração da informação sensorial proveniente do meio; quiet spaces (espaços tranquilos); espaços que permitam a retirada para outro espaço, por forma a prevenir a sobrecarga sensorial. Estes devem ser construídos de modo a garantir o conforto e a tranquilidade para as pessoas com PEA.
2. Critérios espaciais que permitam a inteligibilidade, nomeadamente pela cria9ao de ambientes com layout espacial simples, facilitação na orientação espacial e promoção de predictabilidade; espaço livre com layout simples e organização espacial simples potenciando, desta forma, a circulação independente e fácil; relação visual garantindo uma boa relação entre os componentes do espaço e desta forma garantindo a possibilidade de observar a totalidade do espaço para uma melhor circulação; predictabilidade e rotina: proporcionar uma estrutura espacial bem definida contribui para aumentar a previsibilidade e ajuda a evitar situações inesperadas que podem ser problemáticas para pessoas com PEA; circulação e possibilidade de escolha: proporcionar uma hierarquia de espaços suporta a possibilidade de escolher o tipo e o nível de interação social e estimulação sensorial; proporção e proxemia: proporcionar proporções certas de espaços tanto privados como coletivos ajuda a perceber melhor a relação mutua entre o espaço pessoal e o ambiente.
Estes critérios espaciais podem ser considerados como critérios específicos do autismo. Alem deles, devemos considerar três critérios de interesse geral associados quer a escolha do local de construção, quer das acessibilidades, nomeadamente: (Tola et al., 2021)
1.Identificação de um local tranquilo e acessível: escolher o bairro/zona tendo em conta a dimensão física e social, a rede de rua e instalações de mobilidade, e o nível de poluição sonora e crucial.
2.Segurança: a conceção de espaços seguros e importante para reduzir os riscos, especialmente para as pessoas com PEA que apresentam muitas vezes dificuldades em percecionar o perigo.
3.Flexibilidade e personalização: a conceção de espaços flexíveis que podem ser configurados para diferentes funções permite adaptar o ambiente envolvente as diferentes necessidades.
No que respeita a resposta e necessidades identificadas a nível familiar, os principais temas identificados como importantes ao nível das estruturas e construções centram-se na “segurança”, “ligação” e “tensão”, sendo que podem servir de conceitos orientadores para abordar possíveis campos de mudança nesta área. 0 foco devera ser também nos pais, irmãos, pares e outros cuidadores que lidam diretamente com as PEA, considerando-os como parte integrante do processo e necessidade, sendo a segurança relacional imprescindível também na consciencialização do risco em atividades e participação, e favorecendo de forma indireta o melhor e maior envolvimento a nível social pelas consequências positivas na dinâmica familiar (Krieger et al., 2018).
Saiba mais sobre o projeto aqui
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